domingo, 19 de maio de 2013

A arte de querer escrever e ficar com os dedos engasgados

O que eu tenho a dizer sobre algo que você provavelmente não entenderá


                Repentinamente,
                encontros desencontrados se encontram
                Algo dormente desperta

                Euforia, coração palpitando
                Lânguida espera
                E esperando.

                Dia, hora, lugar, espaço.
                Olhos pra cá, olhos pra lá.
                Rondando, onde, quando, cadê?
                Desista.

                NÃO!
                Não desista.
                Sôfregos olhos avistam.
                Desisti.


                                      Sofia Barreto

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O que eu tenho a dizer sobre essas coisas

     macias, crespas, pentelhadas
     pretas, amarelas, brancas
     aparadas, espetadas, disformes
     abundantes, falhas, modeladas
     austeras, brincalhonas, selvagens
     alarmantes, aconchegantes, convidativas.
     Barbas.


 Sofia Barreto

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Reinício e Comprometimento.

     Ser desorganizada é um trem difícil. 
    Um dia digo que postarei frequentemente e só volto dois anos depois pra falar alguma coisa meio sem sentido. 
     Pois digo agora, comprometendo-me em vias públicas, que farei pelo menos uma publicação por semana aqui no coffee with frogs. 
     Como minha cabeça está cheia de besteiras e coisas meio "sem-noção", provavelmente existirão posts sem sentido ou um tanto quanto estranhos. Anyway. Blog é pra por opiniões e sentimentos pra fora, então está tudo dentro dos conformes.
   Estava pensando, junto com a Giovanna Venturini, dona do lindíssimo blog http://peripeciasquaisquer.blogspot.com.br/, em fazer textos semanais sobre algum tema aleatório. Falta apenas colocarmos em prática o que foi planejado e já começo a postar os textos tematizados. 
     
     Então é isso. E obrigada, pessoas sapísticas que vem aqui. É sempre bom ver que tem gente bisoiando palavras soltas. :3

Pequenos prazeres.

      Pra quem sente que a vida é difícil, cheia de pesares, imperfeições e desamores: 
     Tome alguns bocados de água - bocados bem generosos - e espere ficar com vontade de fazer xixi. E prenda. Prenda o máximo que conseguir. 
       Depois vá ao banheiro e sinta-se a pessoa prazeirosamente mais feliz e aliviada do mundo. 
       

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Pena Prisma" concreta.

     Esse é o desenho mais tristemente agonizante que saiu de mim.





"Pena Prisma"

     Há algum tempo comecei a perceber que os meus desenhos, quando retratam rostos humanos, sempre possuem expressões tristes. 
     Comecei a me perguntar o porquê disso.
  Sempre acreditei que os desenhos que fazemos são o reflexo do nosso interior, do nosso subconsciente.           Então, se a marca que eu deixei no papel se mostra angustiante, triste, é porque o meu eu está explodindo este sentimento.    

     E, um dia, achei um poema que mais ou menos retratava isso:


Pena Prisma

A lira é triste 

Porque triste está a vida do poeta
Mas se um feixe de luz 
Invade a casamata
E dá cor ao quadro 
Antes monocromático
A pena que escreve a lira triste
Há de ceder
Aos contornos da pintura

Julio Satyro



     Então, enquanto o feixe de luz não invade a casamata, continuemos com a lira triste.