Como o de costume, todos aqueles que fizeram pré-coluni, ou qualquer coisa do gênero, diziam que estavam cansados com a vida de estudo e que quando estivessem dentro do Coluni, tudo seria melhor.
MENTIRA. Ah, que mentira deslavada. Tudo bem que eu sabia que não era bem assim. Mas esse " bem assim" está me saindo mais que bem.
Estou virando escrava dos livros. Do livro de física, na verdade. Nós mantemos uma relação estreita entre amor e desafios. Ele me enche o saco, e eu jogo todo o desafio proposto na cara dele. Realmente. Ele não irá me render tão facilmente.
Como o de costume, eu acordo todos os dias às seis da manhã. Chego no RU (Restaurante Universitário) às sete e meia, no máximo, para tomar café. Logo em seguida vou para a Biblioteca. Estudo um pouco (só se for) e vou novamente para o RU almoçar. Depois do almoço, o Coluni me espera. Uma tarde "feliz" de aulas se estende. O intervalo tem se mostrado um bom amigo: nele eu e a Roberta saímos do colégio para tomar sol. Depois das aulas, o RU está de portas abertas pra mim, novamente. Pelo período da noite, ou eu vou para casa, ou eu fico na Biblioteca por mais algum tempinho, fazendo exercícios de física. Será que estudar se resume a atividades de física?
Semana de prova é, literalmente, uma loucura.
A semana, propriamente dita, não. No caso, eu é que fico (mais) insana.
Normalmente, eu converso e rio sentada sozinha na mesa do lotado RU. Em semana de prova, as coisas se agravam: Como as provas são pela manhã, eu saio de casa já correndo para o Coluni. Depois de lá, um dia inteiro de estudo me aguarda. Normalmente, um pedaço da madrugada também acolhe-me na companhia dos livros. Acordo no outro (ou mesmo) dia, e a rotina se repete. Sábado, último dia de prova, já não sei mais quem sou: Slash, Robson Crusoé, Madonna, Yngwie Malmsteen, Kiko Loureiro, Tchaikovsky?! Não me pergunte. Estarei fora de mim. Estudar não faz bem para a saúde, dica.
É, acabei de postar uma coisa inútil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário